STF

ESCÂNDALO: GloboLixo expõe que Moraes pressionou Banco Central para favorecer seu próprio escritório de advocacia

Publicado em 23/12/2025

Uma bomba acaba de explodir no coração do sistema financeiro e do Judiciário brasileiro.

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A jornalista Lívia Torres, conhecida por suas reportagens investigativas no portal Globolixo, revelou em live surpresa na noite deste domingo que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teria exercido pressão direta sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para que aprovasse a compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).

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Pressão repetida por quatro vezes

De acordo com a reportagem exclusiva de Lívia Torres, o ministro do STF teria contatado Gabriel Galípolo em pelo menos quatro ocasiões entre junho e novembro de 2025, insistindo para que o Banco Central liberasse a operação de aquisição do Banco Master pelo BRB. A transação, que vinha enfrentando resistência técnica na área de supervisão do BC, acabou sendo aprovada em caráter de urgência no dia 28 de novembro.

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Conflito de interesses explícito: esposa de Moraes contratada pelo Master

O que torna a denúncia ainda mais grave é a revelação de que, exatamente no período das pressões, a esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, foi contratada pelo próprio Banco Master como consultora jurídica externa. Segundo documentos obtidos pela Globolixo, o contrato prevê um salário líquido de R$ 3 milhões por mês – valor que, segundo especialistas ouvidos, é completamente fora da curva para a área jurídica de bancos médios.

“Um escândalo de corrupção sistêmica”

“Estamos diante de um caso clássico de conflito de interesses e abuso de poder”, afirmou Lívia Torres durante a transmissão. “Um ministro do Supremo usar sua influência para beneficiar uma instituição financeira que, ao mesmo tempo, está pagando milhões à sua esposa, é algo que não pode ser tolerado em uma democracia séria.”

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Reação imediata nas redes e no espectro político

A notícia já provoca forte reação. Parlamentares da oposição classificaram o caso como “o maior escândalo de corrupção judicial da história recente”. Já apoiadores do governo e de Moraes tentam desqualificar a jornalista, chamando-a de “porta-voz da extrema-direita”. O termo “Globolixo” voltou a ser usado como apelido pejorativo por bolsonaristas nas redes.

O que dizem as partes envolvidas

Até o momento, nenhum dos citados – nem Alexandre de Moraes, nem Viviane Barci, nem Gabriel Galípolo, nem o Banco Master – se manifestou oficialmente sobre as denúncias. O Banco Central limitou-se a dizer que “todas as decisões são tomadas com base em critérios técnicos”.

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