O Valor vai te impressionar…
Sem considerar os deslocamentos do presidente da República, da primeira-dama e de outras 45 autoridades que utilizam aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) sob regime de sigilo, o governo federal já acumula R$ 1,53 bilhão em despesas com viagens oficiais ao longo de 2025.
Os dados, atualizados até o dia 3 de novembro, constam no Portal da Transparência e detalham os custos com deslocamentos de servidores e autoridades da administração pública federal.
Diárias concentram maior parte das despesas
Do total gasto, a maior fatia corresponde ao pagamento de diárias a servidores públicos, que já soma R$ 927,3 milhões. Esse tipo de despesa cobre custos como hospedagem, alimentação e deslocamentos locais durante compromissos oficiais.
Na sequência, aparecem os gastos com passagens aéreas, que consumiram R$ 598,5 milhões em recursos públicos apenas neste ano.
Além disso, o governo federal desembolsou R$ 7,7 milhões classificados como “outros gastos”, categoria que engloba taxas de agenciamento, restituições e despesas administrativas relacionadas às viagens.
Viagens internacionais ampliam impacto no orçamento
Um dado que chama atenção é o crescimento das viagens ao exterior. Em 2025, os deslocamentos internacionais já custaram R$ 206,8 milhões aos cofres públicos, o equivalente a 13% de todo o montante gasto com viagens oficiais no período.
O avanço desse tipo de despesa contribui para o aumento expressivo do custo total com deslocamentos na atual gestão.
Sequência de recordes históricos
Os números de 2025 confirmam uma tendência de alta iniciada no atual governo. Em 2023, primeiro ano da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os gastos com viagens oficiais alcançaram R$ 2,3 bilhões. No ano seguinte, em 2024, o valor subiu para R$ 2,4 bilhões, estabelecendo o maior patamar da série histórica.
Para efeito de comparação, em 2022, último ano antes do retorno de Lula à Presidência, as despesas com viagens oficiais somaram R$ 1,55 bilhão — praticamente metade do que passou a ser registrado nos anos seguintes.
A diferença reforça o debate sobre controle de gastos públicos, responsabilidade fiscal e o uso eficiente dos recursos da União, especialmente em um contexto de discussões sobre equilíbrio das contas públicas.




