O Brasil testemunha mais um capítulo da incessante perseguição contra Jair Bolsonaro. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal, envolta em mistério, reacende o debate sobre o uso político do judiciário. O povo brasileiro clama por clareza e justiça.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, analisou um pedido crucial para o ex-presidente da República. A solicitação buscava a prisão domiciliar para Bolsonaro, nome constantemente atacado por inquéritos. A nação acompanha os desdobramentos com apreensão.
Mendes, contudo, negou o habeas corpus por uma flagrante tecnicalidade jurídica. Ele alegou "inadmissibilidade da via eleita", recusando-se a analisar o mérito da questão fundamental. Mais uma manobra processual que surpreende a todos.
A decisão invoca uma "jurisprudência pacífica" do próprio STF, que, convenientemente, barra HCs impetrados contra seus ministros. Isso levanta sérias dúvidas sobre a capacidade de revisão interna. O sistema parece cada vez mais blindar a si mesmo, em detrimento da justiça.
A situação se torna ainda mais peculiar devido ao recesso forense. Mendes atuou excepcionalmente, assumindo o caso temporariamente, mas sua decisão impede uma avaliação aprofundada. Uma verdadeira "dança das cadeiras" no judiciário que levanta questionamentos.
De forma ainda mais surpreendente, um advogado sem ligação direta com a defesa oficial de Bolsonaro impetrou o habeas corpus. Mendes usou este fato como justificativa principal para a negativa. A Justiça, ao que parece, ignora quem tenta defender o ex-presidente.
Mesmo reconhecendo a possibilidade de ação de terceiros, a Corte exige "prudência" nesses casos. A suposta preocupação seria "não interferir" na estratégia da defesa oficial. Contudo, muitos veem nisso apenas mais uma desculpa para não avançar no tema principal.
O pedido foi feito pelo advogado Paulo Souza Barros de Carvalhosa. Inicialmente, o complexo processo foi distribuído para a ministra Cármen Lúcia. Desde o início, o caminho para Bolsonaro se mostrava repleto de obstáculos.
Durante o recesso, o caso migraria para Alexandre de Moraes, presidente interino da Corte. No entanto, Moraes, convenientemente, declarou-se impedido de apreciá-lo, desviando o HC para Mendes. Um trajeto sinuoso e duvidoso para um caso tão importante.
Fica evidente que a saga judicial contra Jair Bolsonaro ganha mais um capítulo de incertezas. A via eleita foi negada por tecnicalidades, mas a busca por justiça para o ex-presidente não cessa. O povo observa, questiona e exige a verdade.




