POLÍTICA

O ENIGMA DA DECISÃO JUDICIAL QUE ENVOLVE JAIR BOLSONARO

Publicado em 17/01/2026

Ministro Gilmar Mendes em sessão plenária do STF.

O Brasil testemunha mais um capítulo da incessante perseguição contra Jair Bolsonaro. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal, envolta em mistério, reacende o debate sobre o uso político do judiciário. O povo brasileiro clama por clareza e justiça.

ADS

O ministro Gilmar Mendes, do STF, analisou um pedido crucial para o ex-presidente da República. A solicitação buscava a prisão domiciliar para Bolsonaro, nome constantemente atacado por inquéritos. A nação acompanha os desdobramentos com apreensão.

DÓLAR COMERCIAL AO VIVO
USD BRL
0,00

Mendes, contudo, negou o habeas corpus por uma flagrante tecnicalidade jurídica. Ele alegou "inadmissibilidade da via eleita", recusando-se a analisar o mérito da questão fundamental. Mais uma manobra processual que surpreende a todos.

ADS

A decisão invoca uma "jurisprudência pacífica" do próprio STF, que, convenientemente, barra HCs impetrados contra seus ministros. Isso levanta sérias dúvidas sobre a capacidade de revisão interna. O sistema parece cada vez mais blindar a si mesmo, em detrimento da justiça.

A situação se torna ainda mais peculiar devido ao recesso forense. Mendes atuou excepcionalmente, assumindo o caso temporariamente, mas sua decisão impede uma avaliação aprofundada. Uma verdadeira "dança das cadeiras" no judiciário que levanta questionamentos.

ADS

De forma ainda mais surpreendente, um advogado sem ligação direta com a defesa oficial de Bolsonaro impetrou o habeas corpus. Mendes usou este fato como justificativa principal para a negativa. A Justiça, ao que parece, ignora quem tenta defender o ex-presidente.

Mesmo reconhecendo a possibilidade de ação de terceiros, a Corte exige "prudência" nesses casos. A suposta preocupação seria "não interferir" na estratégia da defesa oficial. Contudo, muitos veem nisso apenas mais uma desculpa para não avançar no tema principal.

O pedido foi feito pelo advogado Paulo Souza Barros de Carvalhosa. Inicialmente, o complexo processo foi distribuído para a ministra Cármen Lúcia. Desde o início, o caminho para Bolsonaro se mostrava repleto de obstáculos.

Durante o recesso, o caso migraria para Alexandre de Moraes, presidente interino da Corte. No entanto, Moraes, convenientemente, declarou-se impedido de apreciá-lo, desviando o HC para Mendes. Um trajeto sinuoso e duvidoso para um caso tão importante.

Fica evidente que a saga judicial contra Jair Bolsonaro ganha mais um capítulo de incertezas. A via eleita foi negada por tecnicalidades, mas a busca por justiça para o ex-presidente não cessa. O povo observa, questiona e exige a verdade.