Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) manifestaram indignação após o vazamento de uma reunião confidencial sobre o caso do Banco Master, classificando o episódio como “coisa de moleque”.
O encontro, realizado na quinta-feira (12), resultou na saída de Dias Toffoli da relatoria das investigações relacionadas à instituição financeira.
O site Poder360 publicou nesta sexta-feira (13) supostos diálogos da reunião, reproduzindo falas atribuídas aos magistrados.
Alguns ministros contestaram o conteúdo das transcrições, afirmando haver elementos “diferentes” nas conversas divulgadas.
Dias Toffoli negou ter gravado a reunião.
“Jamais fiz ou faria algo assim. Pura inverdade e especulação”, declarou o ministro.
Participantes ressaltaram que apenas os dez ministros em exercício estavam presentes no encontro, sem auxiliares ou técnicos.
A situação ganhou complexidade após a Polícia Federal (PF) entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório pericial sobre o celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
O documento identificou menções ao nome de Toffoli em mensagens encontradas no aparelho.
Em resposta, o gabinete de Toffoli emitiu nota reconhecendo ter recebido um “pedido de declaração de suspeição” elaborado pela PF, mas caracterizou o documento como baseado em “ilações”.
A reunião ocorreu depois que Toffoli contestou a suspeição e o relatório foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República.
De acordo com o Poder360, sete ministros teriam se posicionado favoravelmente à permanência de Toffoli como relator: Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. Cármen Lúcia e Edson Fachin apresentaram ressalvas durante as discussões.
A publicação afirma que Gilmar Mendes teria se manifestado contra a suspeição de Toffoli, baseando-se na análise do relatório com mensagens extraídas pela PF do celular de Vorcaro.
O decano defenderia uma solução rápida para o impasse, preferencialmente antes do Carnaval.




